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MEDO CIVLIZACIONAL

22 JUN, 2017 Autor: JOSÉ ROBERTO ABRAMO
MEDO CIVLIZACIONAL (22/06/2017)

 Tá na Rede

Título: Medo

Subtítulo: Uma Construção do Social do Medo

O Medo no seres da natureza tem e sempre teve o sentido da preservação. É um componente básico da experiência humana.

Aqui neste trabalho ampliamos para discutir sua  Construção Social na modernidade.

Por ser uma emoção choque, admitimos que ostensivamente ou subliminarmente, o indivíduo e a sociedade concebem a noção de perigo, senão iminente, mais que ronda, persegue,  e pode vir como tragédia. Aliás, o medo oculto no cotidiano da sociedade atual em si é uma tragédia.

O convívio com o medo mede-se pela doença social reinante. Este aspecto preocupante da vida moderna, que parece lícito tomar com definitivo, é objeto de análise de vários autores, psicólogos, sociólogos, ensaístas, politicólogos, lideranças em vários níveis.

·         O Medo em Si:

Para Delpierre (1974), “o medo pode provocar efeitos contrastados segundo os indivíduos e as circunstâncias, ou até reações alternadas em uma mesma pessoa: a aceleração dos movimentos do coração ou sua diminuição, uma respiração demasiadamente rápida ou lenta, uma contração ou uma dilatação dos vasos sanguíneos, uma hiper ou uma hipo-ssecreção das glândulas, constipação ou diarréia, poliúria (excesso de micções) ou anúria (ausência de micções), um comportamento de imobilização ou uma exteriorização violenta. Nos casos-limite, a inibição irá até uma pseudo-paralisia diante do perigo (estados catalépticos) e a exteriorização resultará numa tempestade de movimentos desatinados e inadaptados, característicos do pânico” (Delpierre, 1974, apud Delumeau, 1989:23).

O padrão de comportamento social contemporâneo apresenta certa estabilidade podemos afirmar com capacidade não muito técnica que existe uma cultura de decadência social. Numa cultura de violência o futuro é negado e representado como ameaça de aniquilamento e destruição, seja de bens, de “Status Quo”, seja física, seja psicológica.

Zigmunt Bauman se refere às sociedades atuais como instituídas com base em um modelo de insegurança existencial, e desta para a insegurança pessoal.

Os tempos sombrios em que vivemos, de violência e globalização, que apresentam um quadro social em constante mudança, sem garantias, geram um universo de insegurança e de medo. Podemos dizer que nossa cultura ocidental, onde o individualismo e o consumismo são eleitos como valores pós-modernos, intensifica os sentimentos de desamparo  do sujeito. http://www.scielo.br/pdf/pcp/v23n2/v23n2a08.pdf

Em poucas palavras, tememos a violência urbana, as catástrofes naturais, o desemprego, as epidemias, o terrorismo, a exclusão. De uma forma ou de outra, a necessidade imperiosa de sobrevivência e substancialmente tememos a Morte.

A experiência da morte, da aniquilação, é particularmente possível à espécie humana, visto que temos plena e total capacidade de prevê-la. A forma como vamos viver e vamos vivendo e a forma como podemos morrer, instrui a experiência do medo quanto ao desaparecimento.

Mas, o desaparecimento não se restringe à morte física. Podemos temer a morte em vida. Decepções funcionais e perdas funcionais, no trabalho ou, a sensação de que perdemos o tempo e a vida em pequenas e inúteis tarefas; impedimentos, a sensação de que algo nos foi tomado; o abandono, e, infinitas formas de temer a extinção que vai solapando nossa segurança.

--Modelos Prisionais no Brasil

O Sistema prisional brasileiro está em colapso, ou muito além disto.

O país amontoa 622,2 mil presidiários em espaço que caberia no máximo 371 mil. Em média, seria 1 m2 para cada preso. A ponto de que há revezamento para dormir em celas. Isto sem contar mais de 100.000 mil prisões domiciliares.

“O Brasil teve um aumento na população carcerária de 267,32% nos últimos quatorze anos, segundo dados divulgados em 26/4 pelo Ministério da Justiça e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), no relatório do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen)”. http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/17/caos-no-sistema-penitenciario-propostas-efetivas-para-reverter-crise2/

Importante salientar que muitas das prisões são efetivadas por crimes não violentos entre eles tráfico de drogas. Mas grandes organizações criminosas têm como objetivo também o tráfico de drogas e isto muda tudo dentro e fora das prisões. Em muitos casos, presos não violentos, são vítimas das prisões, e muitos se tornam criminosos brutais. As prisões acabam por ser escolas do crime.

-- Organizações Criminosas e presídios.

Nos últimos tempos temos vividos as rebeliões em presídios com horror indescritível de mortes, decapitações e que afetam a sociedade de forma geral. Ali aparecem os Comandos tais como o PCC  - a maior facção do Brasil, mas também surgiram O Comando Vermelho (CV), e dezenas de outros grupos que se formam atrás as grades. As guerras entre facções e as dissidências tocam horror. Vivemos assistindo rebeliões e ataques em 38 cidades ultimamente, a ônibus, prédios públicos.

Assim, temos as piores prisões, as guerras do tráfico, as máfias internacionais, o consumo de drogas no planeta e suas rotas. Três das 10 maiores rebeliões prisionais dos últimos 10 anos aconteceram neste ano de 2017.

Não apenas o tráfico de drogas, mas o tráfico de armas e uma enxurrada de ilícitos, faz o crime organizado no Brasil passar à  fama internacional.

“O sistema punitivo tornou-se uma máquina de produzir a criminalidade e está longe de trazer alguma espécie de paz social, verdadeiro paradoxo, um sistema seletivo, repressor e estigmatizante. Sistema que humilha e controla capaz de transformar potencialmente seus destinatários em seres humanos mais violentos, mais perversos, como o próprio sistema. Uma realidade muito distante da sociedade que o recebe sem a mínima chance de reintegração social. Muitas das condutas definidas como criminosas são um fenômeno social inevitável, fruto de uma sociedade injusta e desigual. O sistema de justiça punitiva, comprovadamente, não educa nem reintegra, pelo contrário, avilta e degrada”.

http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/17/caos-no-sistema-penitenciario-propostas-efetivas-para-reverter-crise2/

A organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) alerta que a violência dentro dos presídios resulta em insegurança para a sociedade de forma geral. “As prisões são um foco de insegurança do lado de fora”, disse o pesquisador chefe da entidade, César Muñoz, após apresentar o relatório que mostra o caos das penitenciárias em Pernambuco. http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanosoticia/2015-10/violencia-dentro-das-prisoes-reflete-na-sociedade-alerta-ong

-- O Medo nas Cidades

O espaço urbano é lugar onde mais se concentra a vida pública, o consumo, as novas formas de relações sociais e onde também são produzidos novos tipos de medo e insegurança.

A globalização é um fenômeno econômico, ela atinge praticamente todas as esferas das sociedades, mas, também é responsável pela transformação do espaço e do tempo, e é  mistura complexa de processos se exibindo de forma contraditória, com conflitos e mudanças nas relações e nas posições sociais das pessoas.

Na sociedade moderna existe um modelo que torna os ricos sempre mais ricos e os mais pobres ainda mais pobres. Assim, exarcerbam-se os sistemas de segurança.

Nesta sociedade o modelo de exclusão se aperfeiçoa. Exarcerba-se o sentimento de vulnerabilidade e de forma ambivalente, isto ocorre nos dois polos distantes, o mais empobrecido e o que mais vantagens abocanha.

Quanto esta insegurança conforme diz Ray Surette (Doutor em Criminologia), “o mundo tal como aparece na televisão assemelha-se a um rebanho de cidadãos-cordeiros protegidos dos delinqüentes-lobos, por policiais cães-pastor”.

José Dantas Sousa Junior* UEPG Appl. Soc. Sci., Ponta Grossa, 23 (2): 221-222, jul./dez. 2015 Disponível em <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/sociais>

Existe o medo das pessoas contra os estrangeiros e a forma como fazem para se protegerem destes. Figuras como os imigrantes econômicos que são vistos como “gente supérflua” que na modernidade tiveram que buscar os centros industriais a procura de trabalho e de moradia. Isto vai ser visto através de países, de regiões e cidades em lugares como o Brasil, não apenas com a imigração como também para a migração. Como por exemplo, o processo de migração do nordeste brasileiro para as regiões sul e sudeste. Discriminado e considerado sub-raça, nas palavras dos cidadãos das classes intermediárias, sem dizer que também sofrem discriminação dos próprios proletários com medo de seus empregos. Medo da exclusão social.

Isto com certeza ocorre em várias cidades e metrópoles planeta afora. Veja o caso dos refugiados, mas antes deles os imigrantes de locais sob penúria econômica e guerras.

--Os Muros e as Vergonhas

“Feitos para proteger ou para conquistar, hipertecnológicos ou produzidos com areia e latões de lixos, superados pela história ou ainda em construção: são os muros, muitas vezes manchados de sangue, que separam povos, cidades e nações”.

http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/218911/Cortinas-de-%C3%B3dio-Os-muros-que-dividem-o-mundo.htm

Todos os muros se caracterizam pela perda da visão integrada do mundo e da sociedade humana (citação da mesma referência).

Vinte e cinco anos após a queda do Muro de Berlim em 1989, ainda existem no mundo quilômetros  de muralhas de cimento e arame farpado em plena era da globalização e da velocidade cibernética. Eles como uma navalha afiadas cortam países, territórios, famílias e populações.  Muros para proteger e muros para conquistar, barricadas de caráter racista, religioso, econômico ou político.

São fronteiras físico ideológicas  que vêm a anexar territórios, impedir a imigração e  terrorismo. E, ao menos um ponto em comum possuem, vão dividir o mundo e impedir o antigo sonho da sua integração, para o qual a Globalização não foi feita.

Ao contrário, a Globalização aumentou o expurgo. O mal estar da civilização com o modelo neoliberal excludente que induz à desindustrialização, aumenta desemprego e a queda dos salários. E isto não apenas em países periféricos e em desenvolvimento, mas nos países centrais. Haja vista o Brexit, que visa exatamente à proteção dos nacionais e à desintegração com o centro que tudo aleija.

-- Guerras de Conquista – Riquezas Nacionais.

Há uma clara deterioração das relações entre EUA e Russia, quase elegendo uma nova perspectiva de Guerra fria, isto porque sempre haverá um perigo de guerra atômica.

O presidente Vladimir Putin declara que não haveria sobreviventes numa guerra nuclear entre as duas potências.

Após a vitória de Donald Trump, o mundo vê uma reaproximação do discurso de ambos os países diplomaticamente, mas eis que de repente se desvaneceram os pontos de agenda comum.

Nos diz a BBC, em 19 de Outubro de 2016.

Para Paul Pillar, pesquisador do Centro de Estudos sobre Segurança da Universidade de Georgetown e ex-agente da CIA (o serviço secreto americano), os erros iniciais são do Ocidente.

"Essa relação começou a piorar quando o Ocidente não tratou a Rússia como um país que tinha se livrado do comunismo soviético", disse Pillar.

"A Rússia tinha que ter sido recebida dessa forma em uma nova comunidade de nações, mas o que aconteceu é que o país acabou sendo considerado sucessor da União Soviética, herdando inclusive o status de principal foco de desconfiança do Ocidente."

Esse pecado original, digamos assim, foi agravado pelo entusiasmo ocidental em expandir a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), primeiro admitindo países como Polônia, República Tcheca e Hungria, que tinham uma longa tradição nacionalista e de luta contra o regime de Moscou.

Mas a expansão da Otan não parou por ali. Foram acrescentados países bálticos como Lituânia, Estônia e Letônia, que faziam parte da antiga União Soviética.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37692439

Apesar do arsenal nuclear ser hoje um quinto do que era no auge da guerra fria, os estragos seriam muito grandes, não haveria a médio e longo prazo, vencedores.

Coreia do Norte

Representantes da Coreia do Norte descrevem a política dos EUA como a principal razão do agravamento da situação na península Coreana. Para eles os EUA complicaram muito a situação no mar do Japão com o envio de dois grupos de suas forças aéreas para realização de exercícios na região em questão. Possuem no mar do Japão um submarino de propulsão nuclear e o bombardeiro B-52. Enquanto isto a Coreia do Norte realiza testes Nucleares condenados por Tóquio, Washington e Seul, e temidos por Russos e Chineses.

Golfo Pérsico Irã

Em Junho 2017

“O Golfo de Aden, localizado entre o Chifre de África e a ponta sul da Península Arábica, vive momentos de tensão. O conflito no Iêmen, entre o governo apoiado pela Arábia Saudita e os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, provocou uma série de ataques contra navios em trânsito. Enquanto isso, os piratas na Somália aproveitaram o caos para lançar incursões contra navios mercantes em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo”.

http://www.ultimosacontecimentos.com.br/guerras/ira-envia-navios-de-guerra-ao-oma-em-meio-as-tensoes-no-golfo-persico.html

Somália

Somália vive uma da guerra civil entre as facções armadas desde o início da década de 1990. Al-Shabaab, aliado da Al-Qaeda tem organizado numerosos ataques no país na tentativa de estabelecer a lei da sharia. EUA realizam operações contra o Grupo em Junho de 2017.

Estado Islâmico – Iraque e Síria

Ao menos 250 mil sírios morreram em quatro anos e meio de conflito armado, que começou com protestos anti-governo que cresceram até dar origem a uma guerra civil total. Mais de 11 milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas.

O conflito hoje é muito mais do que uma disputa entre grupos pró e anti Bashard Al Assad. Tem contornos sectários, jogando a maioria sunita contra o ramo xiita alauita de Assad. E o avanço do Estado IslâmicoI deu uma nova dimensão à guerra.

O EI se aproveitou do caos e tomou controle de grandes áreas na Síria e no Iraque, onde proclamou a criação de um "califado" em junho de 2014.

A Rússia tornou-se um possível alvo de atentados terroristas desde o final de 2015, quando passou a intervir diretamente na Guerra da Síria, em defesa do ditador sírio Bashar al-Assad. A Rússia é uma aliada histórica da Síria a quem sempre deu apoio diplomático e militar.

Rússia defende os ataques sob a justificativa de que o fortalecimento de Assad é a única forma de derrotar o EI. Acreditam os Russos que as outras potência patinam em deter o EI.

Para Russos e Chineses   OTAN é uma ameaça como aliança global. São os EUA quem a lidera. É uma ameaça geopolítica, discutem. E ela está em expansão em todo o mundo.

A OTAN é composta por 28 Estados membros, 22 países apoiadores, sete aliados do Diálogo Mediterrânico, quatro do Conselho de Cooperação e Iniciativa dos estados (Golfo) em Istambul, e outros oito parceiros globais.

Forças militares conjuntas Russo-chinesas se preparam para um enfrentamento Global contra a Guerra que pretendem evitar com o uso da diplomacia. Tem como incômodo a expansão de bases nas fronteiras russas e chinesas.

Este seria o germe de um conflito em escala mundial – a 3a Guerra, que poderá ser atômica.

“Longe de ser o resultado de ódios ancestrais entre comunidades, grupos religiosos e tribos, as dinâmicas de recomposição social e política ao redor do Estado Islâmico são recentes e alimentadas pelas ‘predações’ econômicas e pela privação de representação política.

Hélène Thiollet, cientista política.

Clima

“A comunidade científica começa a reagir à impostura propalada por políticos ignorantes que confundem clima com ambiente; banqueiros corruptos interessados no business da compra/venda de direitos de emissões de CO2 ; pseudo-ambientalistas que fazem terrorismo climático a fim extorquir verbas; e jornalistas incultos que confundem a opinião pública repetindo como papagaios as tretas aquecimentistas”. Adir Tavares

http://jornalggn.com.broticia/cientistas-contestam-causa-humana-do-aquecimento-global

Os cientistas na atualidade rebelaram-se contra o terrorismo praticado pelos painéis climáticos e dizem que não há evidências físicas da influência humana no clima global.

Segundo estes cientistas a influência humana no clima circunscreve-se às áreas urbanas e seus entornos, sendo esses impactos localizados e sem influência na escala planetária.

No entanto, nem tudo são flores. Se os combustíveis não provocam aquecimento Global, poluem por existirem outros compostos presentes, bem como práticas de envenenamento de animais, água e solo. Pesticidas e Herbicidas, Transgênicos que senão influenciam no clima Global, ao menos, localmente podemos ter perdas irreparáveis no futuro.

Experimentamos nos últimos anos a crise hídrica. 

Eventualmente nos assustamos com excesso de chuvas e perdas de lavouras.

Assim, para diminuir os riscos e o medo inerente à situações limites que podem trazer penúria à parcelas da população, os cientistas recomendam por parte dos governos a atitude de prevenção e pesquisa, bem como investimento.

Seria adequado um aprimoramento da capacidade de previsão meteorológica em países como o Brasil que carece de muita infraestrutura ainda.

Também o estímulo de pesquisas referentes às seguranças alimentícia e hídrica, assim como a novas fontes energéticas, que contribuam para reduzir a vulnerabilidade da sociedade às adversidades climáticas. Ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas. Rede efetiva de divulgação de dados meteorológicos para medidas preventivas possam ser tomadas. E muitas outras medidas.

Acrescenta-se que a população deve ser periodicamente elucidada para não haver alarde e tampouco ausência de ações necessárias.

Pandemias

O medo da sociedade atual é das Pandemias que é uma epidemia de dimensões mundiais. Ou seja, que se espalha por muitos países.

No início do século passado tivemos a gripe espanhola que se seguiu à 1a Guerra Mundial 1918-1919, e que causou a morte de 20 milhões de pessoas no mundo todo.

Vivemos uma pandemia de AIDS que infecta 40,3 milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2005, mais 4,9 milhões foram infectados.

A gripe aviária (ou do frango),  reapareceu na Coréia do Sul em dezembro de 2003, e desde então, estendeu-se a 16 países, causando a morte de 79 pessoas.

Sem contar que algumas doenças podem contar com a mutação que pode modificar a forma de transmissão.

Lembramos  da Dengue, da Chikungunha, da Zica e da Febre amarela transmitidas pelo mesmo vetor.

Fato é que este tipo de medo é bem atual, porque as populações hoje em dia se deslocam em velocidades e assiduidade muito grande.

Vulcões – Tsunamis – Terremotos – Asteróides

Alguns países do mundo são acometidos por desastres naturais recorrentes devido à condições intrínsecas e locais. Por mais que as pessoas gostem de dizer sobre o fim dos tempos e da ação deletéria antropogênica, como se disse acima, nada comprovado, o fato é que o imaginário das populações seguem os fazendo de auto-vitimizadores.

Entretanto o medo é natural e nada até agora nos cientificou quanto ao fim do mundo. Além do mais hoje temos muito mais recursos para a prevenção dos danos causados e muito mais ciência.

Um estudo divulgado pelas Nações Unidas nesta Outubro de 2016 conclui que nos últimos 20 anos, pelo menos 1,35 milhão de pessoas morreram em catástrofes naturais. O levantamento, publicado por ocasião do Dia Internacional para a Prevenção de Catástrofes, contabiliza 7.000 catástrofes naturais.

Na avaliação que cobre as duas últimas décadas, 90% dos óbitos em consequência de catástrofes naturais foram registrados em países pobres, ou de renda média. Os países de renda alta registram enormes perdas econômicas com as catástrofes naturais, mas, nos países com baixa renda, as pessoas pagam com a vida.

Existem 667 asteroides que podem se chocar contra a Terra no próximo século. A análise é da Sentry, um sistema de monitoramento de colisão mantido pela Nasa empresa espacial Norte Americana, que busca por ameaças escondidas em monitoramento permanente. No entanto, apesar no grande número destes objetos, a agência espacial acredita que estamos mais ou menos seguros pelas próximas gerações. No entanto, prosseguem os monitoramentos e as tentativas de antecipação.

Lê-se em sites, revistas, nas TVs sempre sobre ameaças de fim do mundo por quedas de asteroides, mas até hoje nada se confirmou. O medo injetado é mais para vender publicidade.

De toda forma, as ameaças ao ser humano comum que induzem medo, de tudo que até aqui deixamos mais ou menos historiado, tem a ver com o medo existencial. Lembrando que hoje a população da terra é a maior de todos os tempos, as culturas vastas, as comunicações rápidas e a sensação de que somos vizinhos muito próximos de nossos irmãos que muito diferentes de nós estão na porta da cozinha de nossa casa, possivelmente nos ameaçando com seus modos de vida, suas estranhezas, suas culturas e religiões.

A globalização não fosse um modelo econômico e sim um modelo de integração mundial, onde o respeito ao outro e a educação fossem trabalhados para a diversidade, sem impor uma uniformização cultural, acho que seria um modelo até ideal de se viver, já que damos voltas no mundo porque ele é redondo.

Sempre houve uma tendência à globalização. E sempre houve o medo natural do ser humano de perecer, uma vez que a vida é muito maior que ele individualmente. Sempre corremos risos. É inerente à vida. O que não precisa de acontecer, é este medo ser uma doença social de nossa era, costurado pelo poder de poucos, que ao estabelecer esta insegurança, nos conduz com mais facilidade sob dominação cultural.

Esse é um trabalho rápido. Nada falamos das populações famintas da África, e os êxodos perpetrados por guerras étnicas e de tribos. Nada falamos sobre a crise palestina com Israel à frente, ainda em tentativas diplomáticas para se estabelecer o Estado Palestino.

Nada falamos sobre as questões manicomiais, onde há a privação de liberdade que não ajuda ninguém. A liberdade é terapêutica.

Nada falamos das guerras de facções criminosas nas periferias do mundo. Do tráfico internacional de armas.

Nada falamos da violência contra a mulher, e das mortes por agressão, inclusive familiar.

Nada falamos sobre as discriminações de gênero, sobre a homofobia e muitas outras formas de expurgos no seio da sociedade. Inclusas violências por intolerância.

Tudo isto são notícias nas mídias e aprofundam as misérias existenciais do ser humano moderno.

O Tá na Rede fica por aqui, se vc gostou ,vc curte, compartilha, sugere e comenta.

 

 

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