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O SER HUMANO EMPÁTICO

28 JUN, 2017 Autor: JOSÉ ROBERTO ABRAMO
O SER HUMANO EMPÁTICO (28/06/2017)

 “Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”. Carl Rogers

“Empatia é levar a dor dos outros dentro do próprio coração”. Roney Rodrigues

(...)  Desde a antiguidade, o elefante é um animal reverenciado e considerado simbólico. / Talvez seja o contraste entre seu tamanho e a suavidade de seu caminhar, gestos, ou até mesmo seu olhar lacônico. / Oferecem um ombro amigo: elefantes asiáticos demonstraram a capacidade de consolar seus companheiros em perigo através de carícias, ou ‘frases’, entonações especiais de sua voz. (...)

Cinco fatos incriveis que você não sabe sobre os elefantes.

Cientistas têm demonstrado que os elefantes ficam angustiados quando veem outros elefantes passando por dificuldade, e se aproxima para consolar. Reconhecem angústia nos seus semelhantes (outros elefantes, portanto) porque padecem do contagio emocional, que o ser humano também padece ao sentir medo (em filmes de terror por exemplo, quando todos se juntam nas cenas fortes). Aliás, o contágio emocional, reconhecido em nossa espécie que é absolutamente visível é um comportamento empático. Não o seria se alguém se supusesse distante daquela vulnerabilidade. Existe gente que não se contamina com o sofrimento alheio. Ou com suas virtudes, ou alegria. O que torna as cenas bárbaras, muito mais angustiantes para aqueles que se emocionam com a sorte de outrem. O Contágio Emocional verificado nos elefantes é uma demonstração de comportamento que requer empatia. 

Para saber mais leia esta referência: jb.com.br

Mas, o que é empatia? O que são habilidades empáticas?

Dos estilos de comportamentos, passivo, assertivo e agressivo, a assertividade é a habilidade de enfrentamento, de defesa de direitos, de expressão direta do pensamento próprio, sem disfarces, sem enrolação, sem rodeios. O ser assertivo não usa de disfarces e não distorce. Em outras palavras, o assertivo respeita as pessoas. Portanto ele age de maneira empática. A empatia é, portanto, uma habilidade complementar à assertividade.

“A disposição para abrir mão, por alguns instantes dos próprios interesses, sentimentos e perspectivas e se dedicar a ouvir e compreender, sem julgar o que a outra pessoa sente, pensa e deseja, constitui o que é conhecido como empatia”. (Falcone, 2001).

A Habilidade Empática  integra  o  conceito  de  Habilidades  Sociais.

A Habilidade da Empatia é sumamente importante para o relacionamento humano, seja entre amigos, família, trabalho, terapias, política, etc.

Referência.

Evoluindo para uma Sociedade Empática?

A empatia pode ser tomada como um poder de transformação de uma sociedade que se disponha a viver e conviver segundo um ideal de mudanças sociais profundas. A empatia pode gerar uma revolução no ambiente psíquico da sociedade. Pode mover o ser humano a um consenso ético planetário. E isto não será apenas no âmbito da sociedade humana, mas de nossa sociedade para todas as outras sociedades planetárias, quase sejam as outras espécies e o próprio planeta. Isto seria uma revolução.

A revolução aqui aventada é das relações humanas. É um outro padrão de interface entre as comunidades.

Seria um desafio às nossas culturas individualistas que são obcecadas por si próprias, enfurnados em nossas vidas, a tal ponto de não dispensarmos atenção a qualquer outra pessoa nas suas necessidades vastas.

Não se trata de compaixão, mas de descobrir o outro como ser vivente, necessário, com virtudes, com defeitos, assimilando a existência de outras peculiaridades e individualidades a que se tem que conviver em sociedade. E mesmo a sociedade planetária. A descoberta do direito à vida, à diferença e perseverar defendo do outro a sua necessidade diante de si mesmo e de seus projetos. O consenso é admitir ele, nós e os outros na mesma vibe de oportunidade.

A Empatia é a garantia de que, a despeito de qualquer barreira de entendimento factual do que o outro sente, si consiga uma comunicação efetiva e que nela exista o sucesso da relação.

Quando alguém diz que veio de um lugar maravilhoso e que o retorno ao dia-a-dia é como vir para Auschwitz, eu posso não ser capaz de entender o que significa sua vida nesta volta, mas eu posso ser solidário, ainda que suspeite de exagero. Eu posso tentar descobrir o que faz com que o ambiente mental daquela pessoa esteja tão agastado com o retorno. O que significa aquele retorno.

Muitas vezes as pessoas têm dificuldade de avaliar as opções dos outros porque elas não são lineares, ou seja, elas não partem de um raciocínio lógico, necessariamente. Existem componentes vários que interferem nas decisões pessoais de todos.

Outro dia vi em uma série de TV que uma mulher dizia ao homem à quem já havia namorado, que o amava, mas que com o atual marido havia adrenalina. E ele respondeu que ela não havia mudado nada. Como quem diz que ela sempre fora perdida.

Então uma pessoa não pode fazer a opção entre um amor profundo e até incondicional, por outra relação onde a vida pulse. Ela tem defeito por isto?

E aí que reside a incapacidade de coexistir com o outro. Sem o olhar equidistantes entre ele e mim. A frustação do homem amado, mas preterido, o fez apelar para a moral.

Assim costumam ser as relações consanguíneas. Espera que o amor e o devotamento sejam condições de que a pessoa faça aquilo que você quer. E muitos têm dificuldade de dizer não.

Um exemplo simples:

Um pai adoraria que o filho se diplomasse como médico em sua opção de carreira. Alega que isto seria muito mais fácil para ele, filho, que herdaria a clientela, o nome, o consultório, o prestígio entre outras vantagens. Mas o filho diz NÃO e vai ser Designer. Quantos não olhariam esta resposta como uma má vontade para com o pai? Um desamor?

A Empatia impede que um diálogo manco como este se estabeleça. Porque o ser empático penetra na necessidade de expressão do outro. Num respeito absoluto. Ele trabalha pela realização do outro se for capaz, incondicionalmente, mesmo que não seja parente.

A palavra empatia vem do grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”.

Psicólogos vem percebendo uma “epidemia de narcisismo”: existem claros traços narcisistas de personalidade que limitam o interesse pelas vidas de outras pessoas. Analistas acreditam que em países europeus estão experimentando declínios em empatia similares.  As Redes Sociais podem ter atraído vários bilhões de usuários, mas até o momento não serviu para reverter o declínio da empatia, antes o recrudesceu.

Milhares de civis mortos na guerra da Síria. Muitos mais na África, na Palestina, no Sudão, no Iêmen, Afeganistão, Iraque, entre outros. A despeito disto existe a ONU.

Os indicadores revelam que dois terços dos países com alta renda têm um abismo entre ricos e pobres maior do que tinham em décadas passadas.  Estudos revelam (Universidade da Califórnia) que quanto mais rico você é, menos empático tende a ser.

Estamos mundialmente imersos em violência política e étnica, intolerância religiosa, pobreza e fome, abusos dos direitos humanos. Intolerância de gêneros, agressão contra a mulher e agressão e abandono de idosos. Os Jornais relatam e banalizam as notícias. Fica parecendo que é absolutamente natural matar pessoas do outro lado do mundo que tenham visões “diferentes” das nossas sobre o mundo e a vida, massacrar mulheres e crianças, abandonar e agredir idosos.

O Futuro

Talvez, por tudo que falamos nos últimos parágrafos, percebe-se uma explosão de atitudes empáticas praticadas por ativistas políticos, gurus, autores de colunas de artigos que envolvem demandas de aconselhamento à drogados, abandonados, depressivos, etc. Aparecimento e fortalecimento de Rádios comunitárias que difundem o direito à vida e mostram a coesão de ideias e como alcançar objetivos, congregando ações, entre muitas outras atitudes louváveis. Mas ainda é pouco.

Referência

Neurônios espelho:

Este artigo traz pesquisas onde parece que a empatia tem bases neurais. Seria bom ler.

Em um próximo artigo podemos voltar a este assunto falando do futuro e das “bases neurais” da Empatia.

Agora, se quiser assista este vídeo. Nele há algo do que se fala aí em cima e também sobre as bases neurais da empatia. Tem legenda em Inglês e pode ser traduzida para o Português.

Bom proveito.

 

 

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