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Sepse, você sabe o risco que corre?

22 AGO, 2017 Autor: JOSÉ ROBERTO ABRAMO
Sepse, você sabe o risco que corre? (22/08/2017)

 A Septicemia, conhecida como SEPSE, é o nome dado a uma condição de resposta inflamatória sistêmica que ocorre em função de uma infecção qualquer no organismo e que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Qualquer infecção pode se tornar uma Sepse e, portanto, deve ser tratada imediatamente. É um processo grave que pode levar a morte senão diagnosticado a tempo. Antigamente se entendia erroneamente que a Septicemia era uma infecção generalizada do organismo. Não é bem assim, como foi dito anteriormente.


De acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha de 2014, encomendada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), realizada em 134 municípios brasileiros, 93,4% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a doença.

Ela ocorre frequentemente em pessoas que estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e apresenta alta taxa de mortalidade, principalmente quando não descoberta e tratada rapidamente. Sabe-se que a sepse mata mais do que os infartos e até mesmo alguns tipos de câncer, sendo a principal causa de mortes em UTI.

A maior frequência de acometimento da Sepse se dá um U.T.I.s, ou Unidades de Terapia Intensivas. Apresenta alta taxa de mortalidade por consequência, uma vez que se ambienta em locais com pacientes vulneráveis. Sendo que os grupos que são vulneráveis então de ter sepse são bebês prematuros, idosos acima de 65 anos, câncer e doenças crônicas, pacientes com AIDS os que estão sob uso de medicamentos que agem na defesa do organismo. Também usuários de drogas ou álcool, os que sofreram graves acidentes graves incluindo, traumatismos, queimaduras, etc. Não obstante atingindo pessoas mais debilitadas, porém não apenas uma vez que qualquer pessoa pode vir a ter sepse. E isto é um alerta importante.

Regra geral, o sistema imune de nosso organismo é acionado para atacar uma infecção, e naturalmente impedir que se espalhe por outros órgãos. Se a infecção avança pelos órgãos, a resposta do organismo é sistêmica, o que vale dizer que se desenvolve frente a diferentes tipos de agentes agressores.

Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica consiste, em uma resposta inflamatória a uma variedade de agressões clínicas graves de caráter infeccioso ou não, vem manifestada por duas ou mais das seguintes condições:

· Temperatura >38°C ou <36°C;

· Frequência cardíaca >90bpm;

· Frequência respiratória >20ipm ou PaCO2<32mmHg;

· Leucocitose (leucócitos>12 000células/mm3) ou,

.  Leucopenia (leucócitos <4000 células/mm3).

Em tempo, esta resposta pode também representar um problema, já que pode ter efeitos catastróficos no organismo.

A Sepse se não diagnosticada e tratada com prontidão pode comprometer o funcionamento de um ou vários órgãos do paciente e levar até a morte.

Os sintomas não são muito específicos e, sendo assim, as populações demoram às vezes a procurar a assistência de um médico.  

Observemos que qualquer processo infeccioso, seja uma pneumonia ou infecção urinária, pode evoluir para um quadro de sepse. Vai depende r do tempo de resposta em tratamento, ou seja, a urgência adequada na procura de um profissional de saúde, e do próprio organismo.

Além dos sintomas citados acima que não são específicos:

“A organização britânica UK Sepsis Trust, que se dedica a informar sobre a doença e a ajudar pacientes, lista seis sintomas que devem servir de alerta:

- Fala arrastada - Tremores extremos ou dores musculares - Baixa produção de urina (passar um dia sem urinar) - Falta de ar grave - Sensação de que pode morrer - Pele manchada ou pálida. Já os sintomas em crianças pequenas incluem: - Aparência manchada, azulada ou pálida - Muito letárgico ou difícil de acordar - Pele fria fora do normal - Respiração muito rápida - Erupção cutânea que não desaparece quando você pressiona – Convulsão”.

Referência

Em dados de 2014, em pesquisa Instituto Latino Americano de Sepse, já mencionada, mais de 400.000 casos de Sepse são registrados em U.T.I.s brasileiras. Destes 55,7% evoluem para óbito.

O motivo da alta mortalidade se dá por desconhecimento dos sintomas mais agudos por parte das populações, bem como o desconhecimento nas próprias unidades de saúde, para fazer o diagnóstico precocemente, sendo isto um fator primordial para salvar o paciente. Além disto a falta de infraestrutura nas redes de hospitais.

O tratamento da sepse deve ser realizado idealmente em unidades de terapia intensiva, onde são administrados antibióticos para combater o foco da infecção. Muitas vezes são necessárias medidas de suporte, tais como ventilação mecânica, hemodiálise, entre outras, além do antibiótico
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