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Corpo e Saúde

Sistema Imune contra o Câncer

02 MAI, 2017 Autor: JOSÉ ROBERTO ABRAMO
Sistema Imune contra o Câncer (02/05/2017)

 Gênese do câncer

 A célula do Câncer tem origem em uma célula normal, mas que é induzida a mudar suas características.  Ela passa a um descontrole de reprodução, chegando a produzir o dobro e às vezes o triplo de células, em relação àquilo que seria o natural da célula. A célula tem um ciclo de vida natural e depois morre por desgaste metabólico.  Já a célula cancerosa tem esse ciclo de vida muito prolongado. Estes dois processos, simultaneamente tem como consequência, por acúmulo, a formação do tumor.

Alguns eventos biológicos induzem a célula normal se tornar uma célula cancerosa. A infecção por vírus específicos desarranja o controle genético da célula interferindo em seu DNA. Quando a célula sofre a ação de agentes físicos como Radiação (Raio X, por exemplo), ou agentes químicos, já que estes podem promover a quebra cromossômica. E, as mutações espontâneas que podem provocar quebra cromossômicas com translocações de gens, ou de pedaços de alguns gens; deleção de bases nitrogenadas do DNA, ou mesmo mutação destas bases. Estas alterações induzem aos genes que formarão células tumorais.

A célula tumoral não é aceita necessariamente no ambiente celular. Em geral ela é eliminada por sua inviabilidade face às outras normais, porém si se viabilizar reproduzindo, não recebe nutrientes nas disputas com as células normais, por falta por exemplo de vascularização. Ou então, elas sofrem violenta reação imunológica, posto que o sistema as vê como invasoras. Como sendo de “fora” do organismo.

Desta forma, quando ela se viabiliza, pode ser considerada vencedora, porque o ambiente não lhe é propício. O organismo se defende de erros como este. Mas, às vezes ela se prolifera.

Como vencedora deste processo, a vascularização da célula tumoral, não só a previne de extinção, como pode leva-la a outros tecidos sadios. Isto é conhecido como metástase.

A metástase será caracterizada por descontroles metabólicos dos tecidos invadidos, assim havendo dificuldade da reação imunológica do organismo devido aos múltiplos efeitos inflamatórios causados pelas células tumorais. Os focos inflamatórios instalados enfraquecem a reação imunológica e faz o organismo ainda mais susceptível à invasão de mais células tumorais.

O Sistema Imunológico

Os Imunologistas sabem, portanto, que o sistema imunológico pode ser um aliado. Mas, as tentativas até aqui foram decepcionantes, fora o que já foi descrito como uma ação espontânea. Se tivéssemos imunidade específicas para certos tipos de anomalias celulares, poderíamos dar cabo de vários tumores, sem drogas ou, sem ação externa. Bastava estimular o sistema de imunidade. Os cientistas perceberam que estimular as células T do sistema era uma briga de pedras contra bombas.

As células T teriam de ser fortalecidas para efetuar o bom combate e a tempo.

Há cerca de dez anos, os cientistas descobriam formas de “turbinar” estas células T. Estas células imunes sintéticas, que ficaram conhecidas como “células T com antígeno quimérico”, ou CAR T ou T CAR, conseguiram dar à mais da metade dos pacientes com casos avançados de Leucemia ou linfoma, um tempo de sobrevida maior que o esperado para a doença. E centenas ficaram livres da doença em definitivo. As células T CAR (células imunes sintéticas), associadas à outras terapias acabará dando a cura duradoura para certos canceres sanguíneos.

As pesquisas para que o sistema imunológico consiga ser turbinado para dar cabo de outras formas de câncer, por exemplo o câncer de tumor sólido, continuam.

No entanto, é interessante observar que no início de formação de um tumor, antes mesmo de se formar ou chegar a um tumor primário, as células tumorais, são combatidas e o organismo coloca uma série de obstáculos à sua sobrevivência, como foi relatado acima. E os cientistas tentam encontrara soluções exatamente no sistema imunológico, ainda que quimicamente turbinadas, as células do sistema imunológico é que são novamente nossas defensoras.

Ninguém sabe exatamente porque determinadas células tumorais, eventualmente proliferam. Mesmo sob combate do nosso sistema. Desta forma, os cientistas, pensaram em ajuda-lo nesta tarefa.

Muitos terapeutas trabalham a ideia de manter o sistema imunológico afiado para nossa defesa, inclusa a ocorrência do câncer.

“A imuno-oncologia é um tratamento biológico que tem o objetivo de potencializar o sistema imunológico, utilizando anticorpos produzidos pelo próprio paciente ou em laboratório. O sistema imunológico ajuda o organismo a combater infecções e outras doenças”.

Alguns tipos de imuno-oncologia podem marcar as células cancerosas tornando mais fácil para o sistema imunológico identificá-las e destruí-las.

Para melhorar a capacidade do sistema imune de localizar e destruir o câncer, os pesquisadores desenvolveram modificadores da resposta biológica, conforme vimos acima, em que as células T CAR  são uma das terapias possíveis.

“O interferon é o modificador da resposta biológica mais conhecido e mais amplamente utilizado. Quase todas as células humanas produzem o interferon de forma natural, mas ele também pode ser produzido por meio de técnicas biológicas moleculares recombinantes”.

Existem muitos estudos e técnicas sendo testadas, contudo, o mais importante que a medicina nos propõe é manter o pensamento sadio e cuidar da alimentação. Prazer, trabalho, boa alimentação e sono em horas certas, mantém o sistema imunológico alerta.

Qualidade de Vida

“O desenvolvimento de um câncer está relacionado com uma combinação de fatores genéticos, ambientais e, principalmente, o modo de vida que a pessoa leva. Por isso, investir na qualidade de suas atividades e emoções cotidianas é importante não só para prevenir a doença, como para enfrentá-la e superá-la”.

É isto. Aos poucos vamos mostrando outras técnicas que estão em voga nas pesquisas atuais.

 

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