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Política e Sociedade

: MEDICALIZAÇÃO DA BELEZA.

11 SET, 2017 Autor: José Roberto Abramo
: MEDICALIZAÇÃO DA BELEZA. (11/09/2017)

Os limites da Estética e da Beleza

 


A Sociedade Humana na modernidade tem passado por um julgamento de beleza. Ignorando a dor, se vê escravizada e almeja chegar ao sucesso estético dentro do padrão.

Muitos profissionais da saúde, mal preparados ou sem especialização em cirurgias plásticas, têm dado vazão à erros que mutilam, deformam e até podem matar os pacientes. Sem contar os inúmeros suplementos, anabolizantes e misturas ditas naturais que ditos especialistas e também não especialistas receitam para se chegar rápido à forma padrão, seja qual for a ditada para aquele momento.

Segundo o cirurgião plástico reconhecido internacionalmente, Dr. Ivo Pitangui, as cirurgias plásticas têm se tornado um turismo antiético.

Pelo lado dos interessados em si dobrar aos ditames da beleza sem limites, muitos têm chegado à estados bulimia (pessoas que não comem com medo de engordar), anorexia (pessoas que comem de tudo, mas vomitam com medo também de engordar), vigorexia (pessoas que procuram corpos excessivamente musculosos) e ortorexia (pessoas com obsessão por dietas milimetricamente pautadas na nutrição).

Como fenômeno de nossa época citamos um texto trazido por Carlos José Martins e Helena Altmann, no livro A Saúde Em Debate Na Educação Física, onde os autores citam um resumo das ideias de Foucault e Levi Strauss:

“Os aparelhos médicos de visualização tornam transparentes nosso funcionamento e interioridade orgânicos.  Os transplantes, enxertos e as próteses nos misturam aos outros e aos artefatos. Criamos atualmente inúmeras maneiras de nos construir, de nos remodelar: ginásticas, dietéticas, body-building, cirurgia plástica, medicina ortomolecular, engenharia genética.  Manipulamos nossos metabolismos individuais por meio de procedimentos médicos, fármacos, espécies de agentes ‘para-fisiológicos’ e transcorporais. A indústria farmacêutica coloca regularmente no mercado novas drogas ativas. O estado de sono ou vigília, a reprodução, o apetite, a imunidade contra as doenças, a regulação das emoções, o envelhecimento celular. Todas essas funções outrora naturais tornam-se cada vez mais artificiais, manipuláveis, externalizáveis.  Da instrumentalização das funções somáticas ao autocontrole dos afetos ou do humor pela bioquímica industrial, nossa vida física e psíquica passa cada vez mais por uma complexa exterioridade onde se misturam circuitos políticos, econômicos, institucionais e tecnocientíficos”. (Michel Foucault, 1995; Levy Strauss, 1996).

Padecemos do culto ao corpo, preocupados com volumes e forma corporais. É fato que a Indústria de Beleza é a que mais cresce no mundo atual. Em resumo, o que a sociedade atual se vê fadada, uns mais, outros menos é o modelamento, por qualquer prática, arriscada ou não, correta ou duvidosa, com muito ou pouco sacrifício, com pouco risco imediato ou risco fatal.

Como o padrão é universal, todas as classes, altas ou baixas estão tentando se enquadrar no padrão.

Esta preocupação é facilitada pelas mídias, que bombardeia com notícias todo o tempo. Algumas publicidades se mascaram como conselhos para a saúde (e às vezes até o são), mas por trás está o apelo da modelagem padrão.

Academias de ginástica oferecem a cada verão novas técnicas de exercícios físicos –musculação,  ginástica  localizada,  spinning, body  pump,  entre tantas outras.

O consumo de medicamentos relacionado ao estilo de vida aponta no sentido do alargamento do conceito de saúde. Isto em muito duvidoso, ou no mínimo irrelevante. Claro que existem realmente formas de consumo saudável, dietas saudáveis e exercícios que revitalizam e estabilizam o corpo. Mas, no balaio da ansiedade pela modelagem padrão, muito se vende e nem tudo é eficaz, quando não é deletério.

A questão é que uma intervenção cirúrgica pode estar sendo legitimada como forma de “tratamento” para se alcançar uma beleza que a pessoa não atingiu naturalmente, ou seja, que não lhe é peculiar, mas que também não é uma deformação e o uso estrito da intervenção venha a corrigir algo que possa estar a serviço de um problema psicológico. Ao contrário, forja-se uma norma biológica da beleza, e esta seria a justificativa em última análise. Da mesma forma, pílulas para emagrecimento, que teriam ampla propaganda, mas que os testes científicos não necessariamente comprovam a eficácia. Medicações que podem não ser fornecida por médicos, mas que o usuário a partir da mesma norma forjada de beleza e, nunca arguida, faz uso indiscriminado.

A pressão da beleza forjada e que trabalha como uma norma ditatorial tem mais apelo com a mulheres, ou:

“A pressão para que os corpos femininos atinjam esse ideal estético promove distúrbios alimentares, dificulta a inserção social e profissional e gera uma relação conflituosa com o próprio corpo, já que nega as características físicas femininas”

https://medicalizacao.wordpress.com/2010/09/08/post-sobre-a-aula-do-dia-30082010-a-medicalizacao-da-beleza/

No que tange à beleza feminina há quem pense que a ditadura da moda impõe uma dieta que a mantenha magra por excelência se despindo por exemplo de sua estética étnica para adquirir um modelo europeu. A magreza como sinônimo de beleza. Da mesma forma o músculo trabalhado fisioculturalmente, o que se traduz como o delineamento de peito, bumbum, braço e etc., em pé e no lugar. O que mantém a beleza magra e musculosa como estética de saúde, ou pretensa saúde. Além disso, a dieta com calorias calculadas, e a todo momento alimentos apontados como vilões da perda de forma. Tudo isto tratado como o exemplo de disciplina e correção com a autoimagem.

Para as mulheres, principalmente,

“Está instituído que a mulher deve ser bela antes de qualquer coisa”.

“A imposição da necessidade de a mulher ser bela a qualquer custo impõe um reducionismo flagrante diante qualquer outra competência humana”.

Existem em todas as culturas padrões impostos de belezas que não primam por uma estética que todo o mundo acharia adequado ou no mínimo passa por aquilo que podemos dizer que é subjetivo, das Mulheres obesas da África Ocidental  (Mauritânia) que assim são belas, no olhar desta cutltura porque não precisam trabalhar e por isto estaria ali gordinhas e “saudáveis’,. As mulheres Girafas em Mianmar ou a antiga Birmânia, país do Sul da Ásia continental. Neste país asiático, as mulheres da tribo dos Karenis são famosas por alongar o pescoço com anéis de metal – eles forçam o ombro para baixo e dão a ilusão de que o pescoço é mais comprido. No Irã onde o culto ao nariz, que é o órgão que mais sofre cirurgia plástica nas mulheres, estima porque neste país muçulmano, o corpo das mulheres por ser coberto, faz com que o rosto e o nariz sejam os critérios de observação de sua pessoa. Paquistão, Tailândia, Coréia do Sul, Hong Kong, Malásia e Índia, onde a tentativa cosmética de clareamento da pele, chamada efeito Michael Jackson, talvez perseguindo o ideal de beleza ocidental. Na Etiópia a Deformação labial. Nada de pulseiras, brincos ou anéis. Na tribo Mursi, as mais belas são as que usam enormes discos de madeira ou porcelana no lábio inferior. No Brasil, algo semelhante é usado pelos índios caiapós.

Em todas as épocas da humanidade houve o culto à saúde e beleza, cada qual com seu ideal e padrão e cada cultura com seu viés. Da  década de 1980 do século passado para cá nasce a assim chamada “Geração Saúde”, que tem como valor cultural a preocupação com o volume e as formas dos corpos. Comportamento que reflete diretamente nos números crescentes da indústria da beleza dessa época, marcando a expansão do mercado de consumo voltado para o corpo. É claro, que isto não se refere apenas às mulheres, mas também aos homens passando inclusive pela beleza e costumes nas crianças e jovens.

Existe então uma articulação e desenvolvimento de uma tecnologia política do corpo, entendida como o entrecruzamento das relações de poder com o saber e o corpo. E deste empoderamento político o uso científico de técnicas de manipulação ao uso comercial desta manipulação como algo necessário, a partir de um marketing muito providencial.

.../ Foi no biológico, no somático, no corporal que, antes de tudo, investiu a sociedade capitalista.” (Michel Foucault)

As mídias bombardeiam com notícias, programas de TV, reportagens em revistas – algumas tidas como especializadas – jornais, cujas manchetes serão de como ter o “corpo perfeito”, qual deverá ser a dieta da moda, quais produtos acabam com as “gordurinhas” localizadas, em rápido acesso e tempo de uso, e assim por diante.

O consumo de medicamentos relacionados a “estilos de vida” alarga o conceito de saúde e este se traveste em “qualidade de vida” e “estilo de vida saudável”, em práticas de consumo que, incentivadas pela mídia, vão além de evitar e combater doenças.

“A medicina que prolonga a vida é a mesma que muitas vezes retira sua substância, ao enquadrar tristezas, ansiedades e medos em diagnósticos médicos”. Medicalização da Beleza  - Paulo Poli Neto.

 

A Igreja diz o corpo é uma culpa.

A Ciência diz, o corpo é uma máquina.

A Mídia diz, o corpo é um negócio.

Os cabelos cacheados ou crespos em geral são alisados. As pessoas não se permitem conviver com aquilo que nelas é natural. E o conceito de que cachos não é bonito é subjetivo. Mas, parece que há uma necessidade que a mídia referencie. Se, ao contrário a moda vir a dizer que cachos é lindo é juba, é sensual, aí as mulheres vão passar a trabalhar isto em sua maioria.

Hoje existe um procedimento chamado BICHETOMIA, que nada mais é do que a retirada das bochechas. É realmente um buraco feito no rosto, como parte de uma cirurgia estética que permite que o rosto fique afinado. Este procedimento já ensejou inúmeras atrizes de Hollywood a se adequar a esta técnica. Que em nada é necessária, a não ser uma agressão para se afinar com o padrão estético.

O modelo então passa por maquiagem definitiva, retirada de bochechas, cabelo esticado escorrido, com peitos grandes, a silicone se preciso. Algumas com cara de academia de fisioculturismo, à guisa de que não pode ter gordurinhas a mais, ou nada pode cair, ou sair do lugar, em qualquer idade.

Então a artista que treina e tem corpo malhado, ou a criatura que tem cara de Barbie, são as ditaduras e exemplos de beleza, de estética padrão ou de pretensa saúde.

Buscando esculpir o corpo, homens e mulheres ingerem e injetam substâncias capazes de fazer milagres, tais como anabolizantes. Se os produtos conseguem rapidamente o corpo desejado, por outro lado, os produtos cobram um preço alto por isso: lesionando ou levando à morte.

Pessoas têm necessitado retirar parte do fígado por causa de um câncer provavelmente provocado pelo uso de anabolizantes por muitos anos. Outros têm hemorragias no fígado. As pessoas estão cada vez mais apostando que a felicidade está no físico e no culto ao corpo.

Há casos de internação grave devido ao uso dessas substâncias. Algumas pessoas perderam o limite e o medo. Usam estimulantes, anabolizantes e medicações perigosas.

O esteroide anabolizante, assim chamado, é usado com o objetivo de aumentar a massa muscular. "Mas há uma série de efeitos colaterais, por exemplo a hepatite. O fígado é o órgão que metaboliza essas substâncias, mas essas megadoses superam sua capacidade de trabalho, sobrecarregando o órgão e podendo levar à falência hepática ou até à morte do indivíduo.

Os suplementos também representam riscos, segundo os especialistas. Em princípio complementam a alimentação e ainda queimam gordura. Há riscos de problemas renais, insônia e irritabilidade. Não fosse a pressa de atingir o corpo dos sonhos, poderiam fazer uso de alimentação adequada, sem excessos.

Alguns atletas consideram impossível ser atleta sem suplementos. A sobrecarga que os suplementos impõem pode lesionar os rins, dizem os especialistas na medicina.

Outra febre atual são os termogênicos, que oferecem energia e uma queima rápida de gordura aos usuários. Estudos têm demonstrado que esses suplementos podem estar causando arritmias cardíacas.

Outro alerta recai sobre os produtos naturais. Muitas vezes misturebas prescritas por não especialistas.

Outro problema serão os exageros em atividades físicas. Quando muitos não o fazem no final de um ano visando adquirir um corpo perfeito depois de meses parados. Assim alguns desenvolvem hérnias de disco por extremo e repetido esforço.

Assim como estimulantes, por exemplo, a pessoa se sente com mais energia e vai ultrapassando os limites corporais. Com essa energia extra dão lugar a efeitos que podem ser uma lombalgia até uma patologia grave, incapacitante.

A atividade física deve ser feita gradualmente e sem estimulantes ou suplementos ou anabolizantes. Uma alimentação adequada é suficiente.

Em dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS, 2006) que congrega apenas cirurgiões plásticos estéticos reconhecidos, na década de 2000, houve aumento de 20% no número de procedimentos estéticos no mundo. Os países contabilizados no ano de 2003 que mais realizaram tais procedimentos foram Estados Unidos da América, México, Brasil, Canadá, Argentina. Estes responderam na década passada por 47% de todos os procedimentos realizados. E destes 88% realizados em mulheres. E parece que nesta década as coisas não mudaram muito.

O procedimento mais realizado foi o implante da toxina botulínica – o BOTOX, marca registrada - , mas também blefaroplastia (correção de defeito palpebral) , mamoplastia (cirurgia que visa aumentar ou modelas as mamas) de aumento, a lipoplastia (A lipoplastia, também conhecida como “lipoaspiração” ou “lipoescultura”, é um procedimento que ajuda a esculpir o corpo retirando a gordura indesejada de certas áreas específicas, inclusive o abdome, costas, quadril, nádegas, coxas, joelhos, braços, pescoço e submento – que é a famosa papada) e a técnica de aumentar ou diminuir o nariz, alargar ou afinar o dorso e a ponta e/ou remover a corcova nasal são algumas das alternativas possíveis da rinoplastia, a cirurgia estética do nariz.

A tendência demonstra que as cirurgias plásticas sejam cosméticas e de 1992 até o final da década passada, com aumento de mamas tendo 657% de aumento, lift de nádegas (levantamento das nádegas) 526%, lipoaspiração 412%, e 153% de injeção de botulina apenas entre os anos 2002 e 2003, quer dizer, em mais curto período de tempo, logo que a técnica surgiu. Como já o dissemos, atualmente a situação não apresenta dados abaixo disso. Ao contrário, a força da disseminação e da naturalização destes procedimentos, superam as dificuldades que as sociedades começam a encontrar com os efeitos colaterais de práticas abusivas, repetidas, e de erros nas intervenções.

“O corpo nos dizia Levi Strauss, é a melhor ferramenta para aferir a vida social de um povo. Ao corpo cabe algo muito além de ocupar um espaço no tempo. Cabe a ele uma linguagem que se institui antes daquilo que denominamos “falar”, que se exprime, evoca e suscita uma gama de marcas e falas implícitas.

O corpo fala e as marcas nele feitas também. A questão estética se impõe como forma e fôrma e o que é belo pode vir a ser feio. Da mesma maneira, o belo pode instituir um padrão de feiúra. No fundo, vivemos no fio de uma navalha, fio este que tenuamente separa feiúra e beleza”.

Parece então que o corpo está definitivamente atado ao inconsciente, preso ao sujeito e estabelecido na cultura social. E sempre esteve em toda cultura humana mas emerge com força nas décadas de 1960 e 1970 quando o corpo vem à cena como local de manifestação política e social.  O corpo reaparecia para contestar, para protestar contra o legado de disciplinas e hierarquias culturais do passado.

O corpo naquele momento, passou a ser usado para reivindicar a favor dos oprimidos e dos marginalizados: as mulheres, os homossexuais, os doentes psiquiátricos, entre outros.  Nas ruas, as mulheres gritavam “Nosso corpo nos pertence” reivindicando o direito ao aborto, à liberdade sexual e ao controle de seus corpos. E foi assim que o corpo passou a “representar um papel extremamente importante, identificaram nele a promessa política de uma liberação, o que teve um efeito intelectual considerável” (Jean Jacques Courtine, 2013).

Se de uma forma o desnudamento do corpo colocado em evidência do lazer à intimidade, da moda ao comportamento, acentuou o zelo por ele, por outro abriu espaço para um maior controle e coerção deste mesmo corpo. Ou seja, reivindicar o controle do corpo esbarra nas ações coercitivas e ao controle do mesmo ditado pelas normas sociais.

Para FOUCAULT (1988) o corpo  é,  simultaneamente, agente e objeto, dentro de um jogo de forças na rede social e, assim, torna-se um depositário de marcas e de sinais desses embates, que o tornam um verdadeiro campo de provas.

A Indústria da moda sabe como agir e perpetuar este controle através do sequestro do sentido da importância dada a aparência na vida profissional e social de forma geral.

Ao atingir o sucesso desse modelo, as pessoas são consagradas como portadoras de um caráter mais forte, incorporando energia e força, e percebidas, ainda, como disciplinadas e determinadas. Do “outro lado” ficariam aqueles que não se enquadram no padrão: os preguiçosos e os indisciplinados.  A aparência do corpo é vinculada à personalidade do indivíduo e, daí, o julgamento moral das pessoas passaria, primeiramente, pela aprovação do modelo. Assim, busca-se um “modelo ideal” que nos insere em uma norma.

Assim ter um corpo perfeito deixou de ser uma dádiva da natureza e passou a ser responsabilidade do próprio indivíduo. Este enfoque é uma estrutura de marketing a favor da indústria da moda seja cosmética, seja o fisioculturismo, seja nas intervenções cirúrgicas, ou seja, em qualquer nicho que se perpetue a ideia do padrão a todo custo. Não que as técnicas não sejam libertadoras em certa medida. O que polui, desconstrói, empobrece a ideia e age contra a saúde, é o excesso. É a finalidade última de trabalhar apenas a forma sem construção de conteúdo.

A beleza está sendo confundida com saúde. E aqueles que não tem a aparência padrão vão sendo oprimidos e instados a procurar o modelo padrão que os torne “saudáveis”. O termo sarado, bem explicita a ideologia de ter saúde em um corpo musculoso, ou corpo modelado. E desta forma cria-se um mantra de que a atividade física cria um corpo saudável, quando a atividade física pode até ser um fator de doenças se malconduzida e agregada ao uso de medicamentos e suplementos para que a forma padrão prospere. Em outras palavras, o corpo necessita de atividade física, o que o corpo não precisa é de um sacrifício para a forma perfeita que não existe e com a beleza de formas que é subjetiva.

Para SOARES (2004): “a virtude e os valores humanos vão sendo resumidos a centímetros de bíceps, de cinturas, de coxas, de nádegas sob um custo extraordinário, envolvendo exercícios e o suporte de um arsenal de drogas e de cirurgias”.

O dualismo antigo de corpo versus alma, foi substituído em nossa sociedade moderna à base de um consumo de formas e padronizações, por corpo versus o próprio sujeito. Assim o copo passa a ser uma construção, uma instância de conexão, um terminal, um objeto transitório e que pode ser manipulado, suscetível de muitos emparelhamentos. Deixou de ser a identidade de si mesmo para ser um kit, uma soma de partes, e que serve para a afirmação pessoal no seio da sociedade que a tudo consome.

Assista o Vídeo:

REFERÊNCIAS:

http://www.eeffto.ufmg.br/biblioteca/livro_debate.pdf

https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/17377/2/3.pdf

https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/89071/229791.pdf;jsessionid=8153ADFF384A84571E3DE76B381CC784?sequence=1

http://siaibib01.univali.br/pdf/Alexandra%20Shmidtt%20e%20Claudete%20Oliveira.pdf

http://www.revistaaledbr.ufscar.br/index.php/revistaaledbr/article/viewFile/48/43

http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/adilson/Antropologia_Academia2009.pdf

http://www.uai.com.br/appoticia/saude/2013/12/11oticias-saude,193312/em-busca-do-corpo-ideal-cresce-o-uso-de-substancias-como-anabolizante.shtml

https://www.youtube.com/watch?v=dG-dnvA5_UI&feature=related

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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